Uma vida sem leite e derivados

 

Quando eu era adolescente e morava em NY, um dia, sentada sozinha na Washington Square Park, recebi um flyer sobre crueldade animal e, naquele instante resolvi virar vegana. Detalhe: isso era no final dos anos 80, quando restaurantes e produtos veganos não eram fáceis de serem encontrados nem mesmo nos USA.  Lembro que havia apenas um restaurante vegano no Village perto do trabalho do meu pai, ao qual volta e meia eu ele íamos. A comida era deliciosa, e vinha servida em pratos de bambu.  Infelizmente, como eu tinha zero esquina, ou seja,  não me alimentava adequadamente e não pesquisei nada sobre como fazer uma alimentação vegana de maneira correta, depois de dois anos e alguns percalços, acabei desistindo.  Anos mais tarde, mais precisamente em 2009, virei vegetariana e continuei assim até 2015. Parei um pouco, e voltei  a ser vegetariana de novo.  Sempre com a ideia de que, mais tarde, seria vegana para sempre.

Até que comecei a meditar em casa e a fazer ioga em um templo budista. Certo dia, lendo mais sobre meditação, budismo e cura através da alimentação em sites da web, esbarrei em uma palestra da fundadora do Moonjuice, Amanada Chantal Bacon. E foi então que a minha vida mudou. Decidi virar vegana. Só que dessa vez, como já vinha flertando com a ideia há anos, fiz tudo certo. Além de comer todos os alimentos de que o meu corpo precisa para funcionar de forma saudável, entre outras coisas comecei também a incluir adaptógenos, comida fermentada, e muita comida crua em seu estado natural na minha dieta diária.

 

Smoothie feito com o Power Dust da Moonjuice

Smoothie feito com o Poder Dust da Moonjuice

 

Se eu contar como a minha vida mudou… É impressionante! Eliminar os laticínios da minha dieta me transformou em outra pessoa! De todas as formas. O mais incrível é que eu nunca me senti com tanta energia. Quase como um milagre: desde que me tornei vegana, acordo todo dia muito disposta! Sinto até que, hoje em dia, do alto dos meus quarenta e poucos, tenho energia suficiente para competir no Ultraman.

Embora minhas razões para não comer lacticínios terem sido primordialmente morais, tenho de admitir que, se alguém tivesse me dito como a minha energia física vital diária iria mudar da água para o vinho uma vez que eu parasse de consumir produtos derivados do leite, teria sido vegan há muito tempo.

Durante anos, lutei com inchaço crônico, constipação, cansaço físico, dores de cabeça, até uma vaga melancolia que sempre esteve comigo, e tentei por vários anos corrigir estes problema de várias formas, mas nunca por meio de uma alimentação vegana. Pensava até que, por ser vegetarina, deveria me sentir melhor. Ledo engano! Só quando parei de comer laticínios totalmente e encarei a minha alimentação como cura e energia para mudar a minha vida, tudo mudou.  Não tenho mais fadiga; inchaço é algo que desconheço completamente, mesmo depois de uma refeição grande; durmo igual a um bebê; minha digestão é maravilhosa; não tenho mais blues do nada, minha pele brilha…  E não foi apenas isso, só de saber que não contribuo mais de forma alguma para o sofrimento de nenhum ser vivo, energeticamente, espiritualmente, sou outra mulher.

 

 

 

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