The Man Who Wasn’t There

‘Ain’t it hard when you discover that 
He really wasn’t where it’s at’… 

Fui achando que não tinha nada a perder. Sempre vivi assim.  Perdi pessoas que amava muito cedo e com isso aprendi o quanto efêmera a vida é. Nunca pensei  no futuro, sempre vivi como uma cigarra na alma e um pouco como formiga na prática, já que precisava trabalhar. No entanto sempre vivi o aqui e agora. Não planejei carreira nem casamento, nada.  No plans.  Sempre acreditei no prazer do presente. Confesso que tive muitos momentos felizes assim. Então, quando fui ”convidada” a mudar de novo minha vida completamente, não pensei duas vezes. Naquele instante estava tão feliz. Como na minha cabeça nunca tive nada, só o presente, eu pensava como canta Bob Dylan go ahead now, he calls you, you can’t refuse when you got nothing you got nothing to lose”, eu fui. E nesse processo perdi a coisa mais valiosa – Myself. Sempre me tive e nunca havia percebido isso até o dia em que me perdi. Existem várias maneiras de nos desconectarmos de nós.  No meu caso foi casando com o  erro. É uma morte lenta.  Um belo dia você acorda e não se encontra. Que me fez participar lentamente da minha própria morte? Paixão? Manipulação? Ninguém pode lhe fazer mal sem que você permita. Then why the hell did I let it go too far?

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