O que é o amor?

 

Ter como pré-requisito bens materiais para se relacionar com o outro, não é amor, mas prostituição disfarçada. Aliás, a única profissão em ascensão nesses tempos de crise é a prostituição física, afetiva e moral. Há quem diga que gostar de alguém nada mais é do que uma troca. Isso é comércio. Afeto real não é comprado, trocado ou alugado. Existem também aqueles que acreditam que a estética conduz à felicidade amorosa. Os amores baseados na beleza são ilusórios e inexistentes. Pergunte aos bichos. Não importa o quanto a aparência física, sua e do seu bicho de estimação, mude, o carinho, a lealdade e a confiança nunca desaparecem. Só os humanos usam a aparência física como moeda de troca por carinho. Há uma espécie de desvio na nossa sociedade, que reduz o amor ao orgasmo, entretanto, gozar nem sempre tem a ver com o amor. Desejar não é amar. Fazer uma lista de perdas e ganhos em relação a alguém para ver se vale a pena ‘amar’, também não é amor. O amor não é estratégico, operacional e muito menos amoral. Rastejar, conceder ao inconcebível, é falta de amor próprio, não amor ao outro. Usar palavras mentirosas de afeto como ferramenta de manipulação ou arma de sedução, é falta de caráter. Falar de amor não é amor.

Das várias concepções errôneas a mais absurda é aquela que afirma ser o amor sinônimo de perfeição. O mundo real é cheio de fragilidades e deformidades, o impecável só existe na mentira. A busca do parceiro ideal não está relacionada ao verdadeiro sentimento, mas a vaidade e ao narcisismo neurótico.

O amor quando real também não tem final feliz. Simplesmente não tem final. Mesmo porque o amor quando existe de fato, pode até se transformar, mas prescrever jamais.

 

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