Extremos

Nada na minha vida é mediano. Tudo é extremo. Eu nunca experimentei o comum em coisa nenhuma. É tudo sempre muito feio ou muito lindo. Muito legal ou muito chato. Maravilhoso ou horroroso. Antíteses.  Antíteses. Antíteses. Já vivi momentos de extrema felicidade por esse mundo afora. Já senti na pele o sórdido e o indiscutivelmente doentio. Já fui passada para trás e enganada, mas também, muito ajudada e reverenciada. Presenciei ao longo dos meus 38 anos, o pior e o melhor no ser humano. Portanto, nem me atordôo mais tanto assim com o que acontece em minha volta. O bizarro não me espanta. O bonito não me desconcerta. Derramo lágrimas na presença da torpeza, contudo, não me assusto. Choro quando alguém é genuinamente generoso comigo, mas não me surpreendo.

 

Share on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestShare on Google+

DEIXE SEU COMENTÁRIO

O seu endereço de email não será publicado.
Campos marcados com * são obrigatórios.